Nada mais me acontece
Tudo esta tão vazio
Procuro, e não Te acho
Porque estás tão distante?
Olho para dentro e vejo
Faz tempo que não Te busco
Minha alma está tão sedenta
Eu quero Tua presença
Eu corro para Ti, não sei viver sem Ti
Sem ter o Teu amor não posso respirar
Não há outro lugar
Só em Teus braços eu encontro o que preciso ter
Enche-me com Tua presença
Vem transborda minha vida
Me restaura com Teu fogo
Eu quero começar de novo
(By, Paulo c Baruk)
Uma Mistura de sentimentos, pensamentos, sensações infinitas, sem pretensões de ser compreendida, aberta para que cada um faça a sua leitura e curta da melhor maneira cada palavra e retornem a simplicidade de escrever e ler a sua própria alma.
quarta-feira, 7 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
In Memoriam
Há alguns anos, em uma manhã de primavera de um domingo qualquer, o Sol amanheceu brilhando como sempre nessa época do ano, a rua tranqüila, mas em minha casa havia uma inquietação visível em todos, um silêncio mortal, minha mãe andava pela casa, arrumando uma coisa aqui, outra ali, era dia de visita, eu estava mais tranqüila, uma serenidade me tomava desde aquela tarde de sábado, em que eu o havia visto pela última vez, sem nenhuma reação aparente, sem nenhum sinal vital aparente, mas era de uma serenidade celestial, uma calma, um silêncio que me aquietou a alma, deu-me conforto e paz, era surreal, está assim, depois de tudo que havia passado, mas essas coisas não se explicam derrepente não há mais o que fazer, nossas forças se esgotam e tudo que nos resta é espera, tudo aquilo acabar.Andava sem olhar pros lados, os questionamentos das pessoas me assustavam, a alegria aléia me aterrorizava, não compreendia como alguns podiam estar alegres, enquanto outros estavam vivendo momentos de angustias e tristezas, mas com o tempo compreendi que a vida é exatamente dessa forma, enquanto uns riem outros choram e o ciclo continua cada um vivendo a cada dia seu mau, suas alegrias e suas tristezas.
Enquanto todos seguiam suas vidas, em nossa casa tudo estava vazio, uma expectativa mortal pairava sobre nos, e derrepente o Céu ficou cinza e o astro Sol parou de brilhar, mas isso só sobre a nossa casa, o mal irremediável veio visitar nossa família, como a muitas outras já havia visitado, mas naquele momento parecia que nós éramos os únicos em todo universo a receber essa visita, que por mais que esperássemos, não conseguíamos acreditar, parecia que todos mentiam que não era verdade, essa sensação é inexplicável, a noticia chegou como uma avalanche já anunciada, mas que ninguém acreditará que iria acontecer e abalar totalmente a estrutura familiar, por alguns instante eu que era a mais incrédula diante da situação, tornei-me uma rocha, uma águia e assumi o controle, mesmo que por dentro estivesse por desabar.
Escolhemos o melhor terno, a melhor camisa, o melhor sapado, que estavam guardados a espera dele como se ele a qualquer momento fosse entrar pela porta, tomar um banho, se vesti e seguir para sua igreja, como fazia todas as noites, mas dessa vez, precisava de alguém para vesti-lo, fazer o nó de sua gravata, colocar seus sapatos, abotoar os botões de sua camisa e pentear seus cabelos, até hoje nem sei quem fez isso tudo, quem o vestiu pela última vez. Lá se foram, os planos de futuros, as promessas, os conselhos, a proteção, a companhia, a repreensão, ficamos sem rumo, mas tivemos que nos adaptar e seguir em frente, secar as lágrimas e viver um dia de cada vez, tentando viver cada um do seu jeito tão diferente e tão igual, sem ele, mas com uma herança imaterial, que só os bons podem deixar para seus filhos, princípios, dignidade e a fé.
In memoriam ao meu querido Pai, Lourival Ferreira Caetano (o Louro) Salvador 15 de outubro de 2010
Enquanto todos seguiam suas vidas, em nossa casa tudo estava vazio, uma expectativa mortal pairava sobre nos, e derrepente o Céu ficou cinza e o astro Sol parou de brilhar, mas isso só sobre a nossa casa, o mal irremediável veio visitar nossa família, como a muitas outras já havia visitado, mas naquele momento parecia que nós éramos os únicos em todo universo a receber essa visita, que por mais que esperássemos, não conseguíamos acreditar, parecia que todos mentiam que não era verdade, essa sensação é inexplicável, a noticia chegou como uma avalanche já anunciada, mas que ninguém acreditará que iria acontecer e abalar totalmente a estrutura familiar, por alguns instante eu que era a mais incrédula diante da situação, tornei-me uma rocha, uma águia e assumi o controle, mesmo que por dentro estivesse por desabar.
Escolhemos o melhor terno, a melhor camisa, o melhor sapado, que estavam guardados a espera dele como se ele a qualquer momento fosse entrar pela porta, tomar um banho, se vesti e seguir para sua igreja, como fazia todas as noites, mas dessa vez, precisava de alguém para vesti-lo, fazer o nó de sua gravata, colocar seus sapatos, abotoar os botões de sua camisa e pentear seus cabelos, até hoje nem sei quem fez isso tudo, quem o vestiu pela última vez. Lá se foram, os planos de futuros, as promessas, os conselhos, a proteção, a companhia, a repreensão, ficamos sem rumo, mas tivemos que nos adaptar e seguir em frente, secar as lágrimas e viver um dia de cada vez, tentando viver cada um do seu jeito tão diferente e tão igual, sem ele, mas com uma herança imaterial, que só os bons podem deixar para seus filhos, princípios, dignidade e a fé.
In memoriam ao meu querido Pai, Lourival Ferreira Caetano (o Louro) Salvador 15 de outubro de 2010
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