segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Tempo

Sempre há tempo, tome tento
A vida passa no tempo do compasso
Passo leve, lentamente, que me leve sutilmente
Há tempo para tudo, recomeçar é preciso.

Há tempo para “PARAR”
Pensar e continuar, passos leves, levemente.
Há tempo para nascer e renascer
No ventre o ninho se forma, há espera do tempo

Há tempo para se está triste, simplesmente chorar.
Deixar a alma falar, o que a voz fez calar.
Há tempo para sorrir, embeleza o rosto
Com o sorriso que emana da alma

O tempo passa e a gente não cresce, o tempo é muito curto.
A vida é muito breve, a vida e o tempo, andam em passos descompassados
Mas a vida sempre nos dá tempo para viver
Tempo para odiar, tempo para perdoar, tempo para amar
Tempo temporã, tempo que insiste em passar tão depressa
Insiste em nos deixar perdidos, cheios de saudades, mas também
Cheios de esperanças, porque há tempo para tudo
Debaixo do Céu.

Meus passos

Ando lentamente, sentido o cheiro do mar.
O vento soprando em meu rosto é como uma caricia.
Meus pés descalços afundam na areia leve e branca.
Sinto as ondas os tocado bem de leve.
O Sol ainda brilha timidamente por trás das nuvens.
Ando lentamente sem pressa de chagar, pois sair sem destino.

Não quero trilhas nem caminhos traçados.
Quero deixar meus pés me guiarem distraidamente.
Levemente, suavemente, como as ondas desse mar.
Poucas coisas me importam agora, nada entre eu e o mar.
Solitários, meus pés me afastam de tudo e sigo em passos lentos.

O Sol discretamente se esconde por trás do mar.
O Vento muda de direção, mas continua a me acaricia.
Seu som é como uma canção aos meus ouvidos.
Uma só nota, uma só melodia, poema e poesia.
Que não canso de ouvir.

Fecho os olhos e só sinto a brisa do mar ao entardecer.
E a doce melodia das ondas com o vento, abro os olhos e vejo o doce encontro do Sol e o mar anunciando que a noite está a chegar, mas meus pés continuam a me levar em passos curtos, quase deslizando sobre a areia molhada, sem pressa de chegar a algum lugar.

Simplesmente

Falar besteiras, caminhar de mãos entrelaçadas.
Sem se preocupar com nada ao nosso redor.
Fazer coisas simples, espontâneas, sem pretensões, sem ensaios.
Deixa fluir na simplicidade das coisas, na simplicidade da vida.
Deixar os corpos se encontrarem no calor do desejo, ser um, sendo dois.

Sentir o suor molhando seu corpo, a saliva saciando sua sede, o olhar te desejando, a voz emudecendo, o celebro repousando e a alma flutuando.
È bom não pensar no amanhã, no ontem e só viver o momento, o agora, sem muitas palavras, sem muitas cobranças.

Sentir-se cúmplice do mesmo ato, da mesma insanidade e intensificar de cada segundo sem ver as horas passarem, deixar o dia nascer sobre nós.
E a luz do Sol nos acordar, celebrando o dia.
E tudo segue como sempre, tranqüilo e sereno.
Levo comigo o doce dos seus beijos, o calor do seu corpo, o toque das suas mãos.

Seu sussurro no meu ouvido é como uma canção, e a vida seguem levemente, lentamente e simples como deve ser, e continuamos seguindo, com as mãos entrelaçadas, com as mãos soltas, rindo de nos mesmo, rindo um do outro trocando olhares, sem planos, sem cobranças, mas com uma forte cumplicidade e desejo inexplicável.
Vivendo a vida de forma simples, livre leve e intensamente.